Funesta Cabine

 Escrito durante o serviço militar no 2° GAC L - Regimento Deodoro, especificamente em uma das guardas, onde se fez essas descrições lúdicas dos sentimentos e sensações angustiantes de estar vigiando em uma guarita.


Funesta Cabine

10 de novembro, 2022.


Ai Senhor, ai de mim...

Infeliz o destino de quem se encontra aqui!

Não imagino o que posso fazer

Para novamente as luzes ver.


Aqui é escuro, mas não posso dormir;

Aqui tenho fome, mas não há o que comer;

Aqui vivo, mas não sinto o sopro do existir;

Aqui, entretanto, não é o lugar que quero morrer.


Ando em círculos, em círculos continuo a andar.

Os pesados olhos teimam em cair, me prejudicar:

No intervalo de abrir e fechar vejo sombras, alucinações,

Coisas que na mente causam o cessar de reais ponderações


Quem dera pelo menos o corpo estar são...

O maculo em cada queda causada pela vista o apagão.

E o tempo neste lugar é intermitente,

Será assim, até que desse posto, alguém me ausente.


Soldado com estresse pós-traumático, I Guerra Mundial, sem maiores informações.


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