Aqueles da Terra do Salto
Escrito no ensino médio após incentivo de um professor poeta, que também recomendou a inscrever este poema no XXV Prêmio Moutonnée de Poesia, da Academia Saltense de Letras (ASLe), conquistando o 9° Lugar na Categoria Infanto-Juvenil II, e saindo na sua coletânea impressa de 2017, sob o pseudônimo de "Yuri dos Pereira da Silva".
Aqueles da Terra do Salto
05 de julho, 2017.
Na terra do Salto, caipira há de se mostrar,
Pela comida, costume e modo de falar.
Bela e única dentre tantas paulistas, peço a vós em boa vista.
Ó terra abençoada, revelar:
És solo de gente contente
Cujas cadeiras nas calçadas estão,
De pura prosa do dia-a-dia,
As mesmas não desgastam-se em vão.
Vida interiorana como sempre, pacata será,
Pois afinal, é fato que
Com o acolhimento de um saltense
A paz há de se encontrar.
O povo de cá mostra identidade no falar,
Sotaque diferente dos de outro lugar.
Seja pelo R que se eleva,
Ou pelo E que o estampa.
Há aqui tradição comovente que não acabará:
O povo junta,
O padre prega,
Para que depois possam todos a Padroeira exaltar.
O caipira regressa ao sítio,
Cavalgando primeiro para outro lugar,
Convidou o amigo
Para que ao som da viola, juntos possam cantar.
E sobre a raça de cá,
Muito há o que se contar:
Tem família portuguesa, indígena, africana...
E claro! Da mãe italiana sobra-se em todo lugar.
Tanta cellula mater, sim, aqui há...
Conselhos e contos o idoso sempre recontará.
Mas somente se o pirralho suplicar!
Assim com orgulho, o sábio começa a palestrar.
O idoso saltense,
Este a todos dá ênfase
Para aquele da conversa que compense,
Sobre a Brasital, que sua casa concede.
Com tanta coisa, única, diferente,
De nossa gente!
Ainda cotidianamente cabe ao saltense a todo o Estado bradar:
"Salto de Itu é uma ova, rapaz!"
| Fábrica da Eucatex na Manhã, autoral, 2018. |
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